Suspeitos de série de assaltos com reféns em João Pessoa são presos em Santa Catarina
30/09/2026
(Foto: Reprodução) Família tem casa invadida e é feita refém durante assalto no Seixas, em João Pessoa
Divulgação/Flávio Fernandes
Três homens suspeitos de integrar um grupo criminoso investigado por pelo menos oito roubos em João Pessoa foram presos na terça-feira (29), em Santa Catarina. A informação foi confirmada pela Polícia Civil da Paraíba na quarta-feira (30). Os três são do Acre e estavam foragidos. Eles foram localizados durante o cumprimento de mandados de prisão expedidos pela Justiça paraibana.
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A investigação começou no dia 24 de agosto, após uma vítima de um roubo a uma loja de celulares procurar a unidade policial. A partir desse primeiro relato, os investigadores identificaram outras vítimas e confirmaram a atuação do grupo em pelo menos oito assaltos com características semelhantes.
Segundo a Polícia Civil, o avanço dos trabalhos foi reforçado por depoimentos, reconhecimentos formais, apreensão de máscaras semelhantes às utilizadas nos crimes e identificação de chaves Pix coincidentes em três casos. Com esses elementos, os investigadores conseguiram estabelecer a ligação entre 25 suspeitos.
Até o momento, a operação já resultou em 15 prisões, sendo 12 em João Pessoa e três em Santa Catarina. Os investigados são apurados por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, agiotagem, roubo majorado e coação no curso do processo. Segundo as equipes responsáveis pela investigação, os crimes provocaram prejuízo superior a R$ 1 milhão às vítimas.
Agora no g1
Grupo atuava com roubos, agiotagem e tráfico de drogas
Investigação começou após denúncia de roubo em loja de celulares
Reprodução/Polícia Civil
De acordo com as investigações, a atuação do grupo não se limitava aos roubos. A organização também é investigada por agiotagem, com empréstimos de dinheiro a juros, e tráfico de drogas. Segundo a polícia, essas atividades teriam contribuído para o elevado volume financeiro movimentado pelo grupo.
A investigação aponta que a organização era comandada por dois homens, um paraibano e outro acreano. O segundo permanece foragido e, conforme a Polícia Civil, chegou a retornar ao local de convivência dos investigados após o início das ações policiais, quando teria feito gestos obscenos.
O ponto em comum entre os investigados, segundo a Polícia Civil, era um condomínio localizado no bairro de Gramame, na Zona Sul de João Pessoa. Cerca de 22 dos 25 alvos identificados pela investigação residiam ou frequentavam o local.
Os crimes teriam sido cometidos entre o fim de julho e aproximadamente o dia 22 de agosto. O grupo é investigado principalmente por roubos a residências e estabelecimentos comerciais.
Em alguns dos casos, os criminosos entraram nas casas, mantiveram as famílias sob ameaça durante horas e realizaram transferências por Pix, além de levar veículos e outros bens.
Em um dos casos, uma vítima relatou um prejuízo de aproximadamente R$ 60 mil em transferências realizadas por aplicativo. Segundo a Polícia Civil, também foram levados um carro, uma motocicleta e outros objetos.
Prisões acontecem desde agosto
Em 26 de agosto, a Polícia Civil cumpriu três mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão nos bairros de Mangabeira e Gramame. Na época, os alvos eram investigados por roubos a residências, incluindo dois casos em que famílias foram mantidas reféns dentro das próprias casas.
O grupo também é apontado como responsável pelo roubo a um depósito de gás, ocorrido em 21 de agosto. Durante o crime, os suspeitos teriam levado a arma de um policial.
Dos três alvos dos mandados de prisão cumpridos em agosto, um já estava preso na Penitenciária Sílvio Porto, em João Pessoa. Os outros dois eram considerados foragidos.
Em 15 de setembro, outro suspeito de integrar o grupo foi preso. Ao longo das quatro fases da operação, 12 pessoas foram presas em João Pessoa.
Segundo a investigação, testemunhas também teriam sido ameaçadas após o início dos trabalhos policiais.
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